Sócio-proprietário da WM Veículos, Walter Tietjen comenta sobre as tendências do mercado automobilístico para 2019

Por: Priscilla Millnitz Pereira Foto: Karina Fassina
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Após um período de recessão por conta da greve dos caminhoneiros e das eleições presidenciais, Walter Tietjen começou 2019 otimista e fazendo planos de ampliação de sua empresa, a WM Veículos. Atuando no ramo de veículos de repasse há oito anos, ele espera ampliar a carteira de clientes e abrir um espaço físico para atender melhor aqueles que estão em busca da oportunidade de trocar o transporte público por um veículo automotivo ou simplesmente sair de carro novo. 

Esse otimismo vem acompanhado de alguns sinais da indústria automotiva já em 2018. Em dezembro, a Mercedes Benz retomou o terceiro turno de produção e abriu 600 novas vagas no ABC Paulista. Em novembro, a Toyota abriu o terceiro turno de produção pela primeira vez no Brasil e, em outubro, a Volkswagen abriu o segundo turno no Rio de Janeiro.

Esses indicadores econômicos aliados à experiência de Walter no comércio de carros têm tudo para resultar em muito sucesso nos próximos meses. Natural de Lages, o empresário de 37 anos veio para Jaraguá do Sul para trabalhar na área de metalurgia, mas não demorou muito a perceber que o comércio de veículos poderia ser muito mais lucrativo. "Numa conversa informal com um amigo me surpreendi com os rendimentos salariais que ele conseguia tirar nessa área. Então, pedi para um outro conhecido se poderia ajudar na loja dele aos sábados, que era quando eu tinha folga, para aprender a vender", conta.

A espécie de estágio deu certo e logo ele estava faturando mais aos sábados que no mês inteiro como metalúrgico. Foi quando decidiu que era a hora mesmo de trocar de profissão. "Trabalhei com esse conhecido durante alguns anos até abrir meu próprio negócio", destaca. Hoje Walter é um intermediário entre concessionárias e donos de lojas de carro e atende não só Jaraguá, mas clientes do planalto norte, Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo ele, o grande desafio do mercado é realizar uma boa compra. "Eu preciso escolher bem para conseguir repassar e ainda gerar lucro para os lojistas", explica.

Ele frisa ainda que o que movimenta toda essa máquina é a venda de carros zero quilômetro. Sem a saída dos novos das fábricas, os usados não entram no mercado. Consequentemente ele fica sem trabalho e as lojas sem ter o que vender. Mas aí entra outro fator positivo. De acordo com a última projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção de novos deve aumentar em 11%, resultado semelhante ao de 2018. Já a comercialização terá um crescimento de 5%, um pouco abaixo dos 15% alcançados no período. Essa desaceleração deve ocorrer por pressão do mercado argentino, o maior importador de veículos brasileiros. Já para o mercado interno as expectativas estão altas, em torno de 14%, por causa do crescimento do PIB e do aumento no número de financiamentos de veículos.

Walter acredita nessas previsões e aposta também no consumidor direto, por isso a ideia de abrir o espaço próprio e fortalecer a marca da WM, que existe desde o segundo semestre de 2017. "É uma ótima oportunidade não só para lojistas, que muitas vezes não têm tempo de ir buscar os carros e também não precisam se incomodar com a documentação, pois faço essa parte; como também é bom para o consumidor final, já que consigo carros abaixo da tabela FIP de bom procedência", analisa. Mas mesmo com a economia dando saltos e crescendo a cada mês, conforme Walter Tietje, carros na faixa de R$ 30 mil a R$ 40 mil deverão ocupar o topo da preferência dos consumidores. Não mais que isso. E é a oferta de crédito que continuará puxando as vendas para cima. De acordo com um levantamento feito pelo economista Raphael Galante, do Infomoney, nunca se liberou tanto crédito para carro novo no Brasil. Foram mais de R$ 100 bilhões concedidos pelas instituições financeiras.

O crédito para consórcio também cresceu em 2018. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), a concessão de crédito chegou a R$ 15 bilhões até agosto. Ainda assim, somente 30% dos carros novos brasileiros são financiados. Porém, se os bancos continuarem nesse ritmo, há grandes chances desse percentual crescer neste ano. Ou seja: há mais espaço para a expansão das vendas. "Temos muitos motivos para acreditar que este será um grande ano e talvez seja necessário ampliar a equipe para aqueles casos em que precisamos trazer mais de um veículo por vez das concessionárias", reforça. Quanto ao espaço novo, a previsão é de que seja inaugurado entre abril e maio, faltando somente resolver uma pendência com o terreno onde será instalado.

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